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Logótipo das Clínicas Médicas Dr. Olívio DiasDr. Olívio DiasArtigos & Reflexões
Publicado a 1 de outubro de 2026· Edição digital: 29 de outubro de 2026· 3 min de leitura

Evolução em Implantologia

Desde os primórdios da Humanidade que os Humanos sofreram perda de dentes e a sua substituição com as mais variadas formas.

Dr. Olívio Dias

Dr. Olívio Dias

Médico Dentista

Publicado em exclusivo nesta plataforma

Registo O.M.D. Cédula N.º 6480
Registo O.M.D. Cédula N.º 6480

Apesar dos avanços tecnológicos e científicos na Medicina Dentária, há factores que interferem e influenciam nos êxitos e fracassos na Implantologia.

Como ciência, a Implantologia evoluiu consideravelmente nos últimos 40 anos. Inicialmente utilizavam-se modelos de implantes, agora obsoletos, sob a forma de agulhas e lâminas. Actualmente, e após anos de investigação, concluiu-se que o Implante Dentário deverá ter a forma e a semelhança da raiz dentária, respeitando e imitando aquilo que a Natureza nos oferece.

Os fracassos e as cirurgias altamente devastadores na colocação de implantes pertence ao passado.

Na actualidade, podemos afirmar que os fracassos na Implantologia praticados por profissionais competentes poderão cifrar-se na ordem de 0-3%, o que no Universo da quantidade de implantes colocados diariamente, são valores aceitáveis dados alguns condicionalismos relacionados mais com o receptor do que da técnica praticada.

Assim, e tentando esclarecer algumas situações, se descrevem alguns factores somáticos que poderão levar à perda de implantes e próteses implanto-suportadas prematuramente.

Todo e qualquer trabalho de implantes pode falir se a higiene não for excelente. O implantologista tem a obrigação de informar o paciente receptor dos cuidados a ter antes e após cirurgia de implantes.

A utilização de escovas, escovilhões, fio dentário, aparelhos de jacto de água, etc..., tudo servirá para que a higiene seja indispensável para a conservação dos implantes.

Alertar o paciente para os riscos que ocorrem com a perda prematura dos implantes e a possível impossibilidade de recolocação de novos implantes leva o paciente a ser fiel aos cuidados de higiene que deverá manter.

A carga imediata, normalmente é usada com um mínimo de dois implantes, unitários só em casos especiais mais estéticos sem função oclusal.

Nem todas as qualidades de osso poderão levar carga imediata.

A qualidade do osso, textura, altura alma de suporte, também é um factor importante a considerar.

Outro factor a considerar são os traumatismos e seus coadjuvantes, entenda-se por traumatismos todos os traumas provocados por contactos prematuros, movimentos parafuncionais, apertadores de dentes, bruxismo, tiques de língua, tiques de pressão num só dente, tique do tipo “ruminante”, etc...

Nos traumatismos de acidente serão tão graves como a afectação óssea sofrer perdas ou fracturas.

Estes factores poderemos incluí-los nos riscos mais frequentes nos fracassos em implantologia.

O êxito e longevidade de um tratamento com implantes depende de uma boa oclusão, higiene bem cuidada e vigilância periódica pelo médico dentista.

O acerto oclusal leva ao conforto do paciente e à estabilização da articulação temporo-mandibular e postura.

Qualquer interferência provocada por uma prematuridade, se não for corrigida, pode levar ao fracasso do tratamento.

Concomitantemente ao fracasso da perda prematura dos implantes poderá instalar-se no paciente um processo de desequilíbrio postural com consequências inevitáveis, a patologia na coluna vertebral, articulação temporo-mandibular (A.T.M.) e a instalação de dores de cabeça – enxaquecas – pela compressão dos nervos que enervam a A.T.M. ou dores na coluna por discopatias causadas pelo desequilíbrio postural do paciente.

O implantologista tem que ter em conta estes factores para um melhor êxito do tratamento.

Estudos elaborados indicam que as doenças sistémicas são as que mais afectam as condições na Implantologia, destacam-se as doenças que interferem no metabolismo do cálcio nomeadamente a osteoporose.

A diabetes, com a sua condicionante, influencia no campo das defesas orgânicas, poderá interferir no complexo gengivo-ósseo-periodonto, levando à presença mais frequente de mucosites, peri-implantites e reabsorção óssea, paradontose e consequente perda de dentes e implantes.

Entre outras doenças que interferem nas doenças periodontais, destacam-se: a Leucemia, a Sida, a Diabetes Mellitus e o Tabagismo.

A profilaxia, com uma higiene cuidada pode perfeitamente prevenir estas situações.

Os fracassos em Implantologia são multifactorial, o planeamento do caso a tratar e o carácter multidisciplinar dos tratamentos dos implantes será um factor importante a considerar.

A substituição dos dentes perdidos por implantes são a melhor forma de reparar os malefícios dos dentes perdidos, pela comodidade e função.

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