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Logótipo das Clínicas Médicas Dr. Olívio DiasDr. Olívio DiasArtigos & Reflexões
Publicado a 14 de março de 2018· Edição digital: 29 de outubro de 2026· 7 min de leitura

A evolução da implantologia e o impacto na qualidade de vida do paciente

Em poucas décadas, o implante dentário deixou de ser uma promessa experimental para se tornar uma das mais seguras soluções da Medicina Dentária.

Dr. Olívio Dias

Dr. Olívio Dias

Médico Dentista

Publicado originalmente em Semanário Regional, edição de 2018

Modelo de implante dentário em titânio sobre linho branco
Modelo de implante dentário em titânio sobre linho branco

Quando iniciei a minha prática clínica, a perda de um dente era, para muitos doentes, uma sentença sem recurso. As soluções disponíveis — pontes que exigiam o desgaste de dentes saudáveis, próteses removíveis que se moviam ao falar — resolviam o problema estético apenas em parte, e quase nunca o problema funcional.

Hoje, a implantologia permite devolver não apenas a capacidade de mastigar, mas a confiança de sorrir, falar e comer sem receio. Importa, no entanto, compreender o que mudou ao longo destas décadas — e, sobretudo, o que permanece igual.

Da descoberta casual à ciência consolidada

A história da implantologia moderna começa, curiosamente, fora da Medicina Dentária. Nos anos cinquenta, investigadores suecos verificaram que o titânio se unia de forma estável ao osso vivo. A esse fenómeno chamou-se osteointegração, e sobre ele se construiu toda a disciplina que hoje conhecemos.

Nas décadas seguintes, o conhecimento acumulou-se com prudência: superfícies tratadas para acelerar a cicatrização, desenhos de implante adaptados a diferentes qualidades ósseas, protocolos cirúrgicos menos invasivos.

O implante não é um fim em si mesmo. É um instrumento ao serviço de um plano de tratamento pensado para a pessoa inteira.

O que mudou para o paciente

A mudança mais significativa não é tecnológica, mas humana. O doente que perdeu os dentes posteriores e deixou de comer determinados alimentos, que evita fotografias ou se retrai em conversa, recupera com frequência hábitos que julgava perdidos.

  • Maior estabilidade das reabilitações e ausência de movimento durante a fala;
  • Preservação do osso maxilar, que tende a reabsorver na ausência de dentes;
  • Dispensa do desgaste de dentes vizinhos saudáveis;
  • Melhoria documentada da eficácia mastigatória e da nutrição.

O que permanece igual

Permanece igual a necessidade de um diagnóstico rigoroso. Permanece igual a importância da higiene oral diária e das consultas de manutenção. E permanece igual, sobretudo, a relação de confiança entre o médico e o doente, sem a qual nenhuma técnica, por mais avançada, alcança o seu propósito.

A implantologia é, talvez, o melhor exemplo de como a ciência pode servir a dignidade. Mas é também um lembrete de que a melhor reabilitação começa sempre pela prevenção.

Referências

  1. Brånemark PI et al. Osseointegrated implants in the treatment of the edentulous jaw. Scand J Plast Reconstr Surg, 1977.
  2. Albrektsson T, Wennerberg A. On osseointegration in relation to implant surfaces. Clin Implant Dent Relat Res, 2019.

Registo da Publicação Original

Meio
Semanário Regional
Edição / Número
Edição n.º 1247, p. 18
Data da impressão
14 de março de 2018
Secção ou coluna
Coluna Saúde Oral
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