A importância do diagnóstico precoce nas patologias orais
Grande parte das doenças da boca evolui em silêncio. Detetá-las cedo é a forma mais eficaz — e mais humana — de as tratar.

Dr. Olívio Dias
Médico Dentista
Publicado originalmente em Diário do Litoral, edição de 2015

A cárie, a doença periodontal e mesmo o cancro oral têm em comum uma característica perigosa: nas fases iniciais raramente doem. O doente sente-se bem, não vê razão para consultar, e a doença progride.
Por isso, a consulta de rotina não é um formalismo. É um ato clínico de enorme valor, talvez o mais importante de quantos praticamos.
O que se observa numa consulta de vigilância
Para além dos dentes, o Médico Dentista observa as gengivas, a língua, o pavimento da boca, o palato e as mucosas. Palpa os gânglios e a musculatura. Avalia a mordida e a articulação. Pequenas alterações de cor, textura ou volume podem ser os primeiros sinais de uma doença que, detetada a tempo, tem prognóstico excelente.
Em Medicina Dentária, como em toda a Medicina, o tempo é quase sempre um aliado do diagnóstico e um adversário do tratamento.
Sinais que justificam consulta imediata
- Feridas que não cicatrizam em duas semanas;
- Manchas brancas ou vermelhas persistentes;
- Sangramento gengival frequente;
- Dentes com mobilidade;
- Dificuldade ou dor ao engolir.
Uma responsabilidade partilhada
O diagnóstico precoce depende do médico, mas depende igualmente do doente: da sua disponibilidade para a consulta regular e da sua atenção aos sinais do próprio corpo. É dessa colaboração que nasce a verdadeira prevenção.
Registo da Publicação Original
- Meio
- Diário do Litoral
- Edição / Número
- Edição n.º 4410, p. 9
- Data da impressão
- 8 de setembro de 2015
- Secção ou coluna
- Saúde
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